Chegou a altura de vos dar a conhecer factos nunca antes falados e escondidos que todos desejam saber. "Paredes Vermelhas" revela o interior da Academia Militar e do Exército e conta uma história real! Ninguém fala por medo e submissão.Os "segredos do mundo" são uma porta aberta para as revelações ao mundo! É este o momento! Denuncie! Liberte-se! Fale! Exponha o seu caso! Onde quer que esteja, não deixe o Mundo sofrer! Faça a diferença! Conte!
MAUS TRATOS MILITARES, PRAXES, ABUSOS DE PODER!
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PAREDES VERMELHAS de João Albuquerque
The blog that will turn the world around...
A ideia existe... Só temos de continuar! É minha opinião que devemos falar para mudar o Mundo para melhor! Façam como eu, façam como nós noo IGNITE! Um Gesto por um Mundo Melhor!
Neste caso uma denúncia, um grito, uma frase, uma emoção, uma explosão de sentimentos...
Vamos a isso! Força! Vamos mudar o Mundo para melhor!
Tive oportunidade de expôr, numa palestra do IGNITE, este tema que me suscita tanto interesse. Um gesto por um Mundo melhor! Brevemente disponível no Youtube.
Na realidade, com um pequeno gesto pode mudar-se o mundo, tanto para melhor como para pior. Então porque não fazer um esforço para que seja pelo bem da Humanidade? Tentar acabar com a humilhação, com a violência, com os abusos de poder...
Com este Blogue pode dar-se muitos passos e advertir toda a gente para que não se repitam erros do passado.
Recentemente recebi um email que me sensibilizou porque está, de certa forma relacionado com o objectivo deste blog, do livro, da minha vida... Sinto-me no dever de o transcrever porque passei por um dos campos de concentração onde tudo aconteceu e pelas verdades que nunca deverão ser esquecidas... "É uma questão de História lembrar que, quando o Supremo Comandante das Forças aliadas, General Dwight D. Eisenhower encontrou as vítimas dos campos de concentração, ordenou que fosse feito o maior número possível de fotos e fez com que os Alemães das cidades vizinhas fossem guiados até áqueles campos e até mesmo enterrassem os mortos.
E o motivo, ele assim referiu: 'Que se tenha o máximo de documentação - façam filmes - gravem testemunhos – porque, em algum momento ao longo da história, alguém se vai erguer e dirá que isto nunca aconteceu!'. A população muçulmana afirma que o Holocausto nunca aconteceu...
Seres humanos assassinados, massacrados, queimados, mortos à fome e humilhados...
Talvez possa pensar que são imagens fortes demais ... Mas elas são reais e a verdade nunca deve ser escondida e os inocentes... jamais esquecidos!
'Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam'.- Edmund Burke
E tu? Estás preparado para mudar o Mundo? Um pequeno gesto pode mudá-lo.. uma denúncia... um grito... um aviso... Atreve-te!
Sábado, dia 25 de Fevereiro às 16H no Castrum Bar and Gallery nas Docas de Castelo Branco! Só com este tipo de atitudes e de gestos se pode passar a palavra e divulgar... Por um Mundo melhor!
Para mim é
difícil escrever estes factos e situações reais pelos quais tive de passar...
mas terá de ser feito para bem do nosso país e do Mundo, por imperativo de
consciência e para dar público conhecimento de acontecimentos crueis, desumanos
e degradantes que sucedem em Portugal, em clara violação da Declaração
Universal dos Direitos do Homem.
Conto tudo! E posso
fazê-lo, considerando o Artº 19 da citada Declaração, que nem mesmo os militares podem
violar, em que é consagrado “o direito à liberdade de opinião e de expressão, o
que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de
procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e
ideias por qualquer meio de expressão.”
Realidades como
as que descrevo não podem ser escondidas apenas por medos e angústias, apenas
por falta de vontade de revelar aquilo que se passa para além das quatro
paredes vermelhas de algumas instituições. E estes acontecimentos estranhos,
vulgares, traumáticos, repetem-se continuamente nestas e noutras ’casas’ que
albergam jovens, acabadinhos de sair do seu mundo familiar... aliás,
provavelmente, muitos dos leitores encontrarão descritas nestas páginas muitas
das experiências das suas vidas. Ou então apenas ficarão a conhecer o mundo por
onde passei…
Muitos me
aconselham a não escrever. Sei que sofro ao escrever a maior parte deste livro.
Mas cabe-me tentar que, pelo menos, se saiba que existem injustiças no mundo e
que, à semelhança do exterior, no interior do Exército e, em particular na
Academia Militar, a principal escola de Oficiais, têm lugar práticas e
acontecimentos que afectam de forma indelével qualquer mente saudável e atentam
contra a honra e dignidade humana."
Para quem acha que "Paredes Vermelhas" é uma difamação, apenas respondo que é tudo verdade e que tudo está documentado, como refiro ao longo do livro.
Todas as linhas do livro foram cuidadosamente examinadas e cuidadas para não correr riscos. As provas existem e estão bem guardadas. Todas elas. Neste blogue não entrarão, como é natural, comentários com ofensas pessoais e unidirecionadas. Ofensas maldosas de pessoas - militares - que não se resignam à verdade dos factos e que apenas querem incomodar. Impressionante é, que até colegas, que passaram pelo mesmo, conseguem hoje olhar para trás e defender tudo o que se passou como um ritual de iniciação.
O silêncio forçado e a honra pela vida militar conduzem a comentários como "O que se passa lá dentro fica lá dentro!".
Até quando se continuará a deixar que pessoas insignificantes e mesquinhas marquem para sempre a vida de outros, que apenas desejaram seguir valores morais e éticos que o Exército tanto apregoa?
Muitos me acusam de ter o curso pago... claro que se trata de gentinha militar que nem leu o livro, ou que apenas ficou pelas primeiras páginas, para não saber que se mantém em tribunal a possibilidade injusta e criminosa de nos fazer pagar mais de 300 mil euros pelo que nos fizeram passar.
Como o leitor poderá calcular, se pudesse voltar atrás, nunca teria passado por nenhuma das experiências que passei, nem seria médico pela academia militar, nem teria de escrever o que escrevi. Seria muito melhor. Com média de 18,1 valores teria entrado num curso onde quisesse, nem que fosse no estrangeiro ou, num ano seguinte, em Medicina em Portugal. Mesmo que um dia venha a pagar tal montante por tal curso, vos digo que nenhum ser humano deve passar pelo que passei.
Por isso a realidade das "Paredes Vermelhas" veio ao de cima. E é apenas a ponta do iceberg!
Porque muitos outros passaram e passarão por situações miseráveis de desrespeito pela vida humana e ficarão calados até um dia poderem repetir aos mais novos, agravando ainda mais, o que lhes aconteceu.
Também vos digo que o que descrevi nas páginas do livro é apenas um dos 7 anos que lá vivi. Muitas outras histórias reais e demonstrativas dos maus valores daquela casa se passaram, mas daquela tenho provas físicas que nunca poderão negar
Já chega de exemplos de humilhação e desrespeito. Já chega de gastos com "pessoas" que não podem representar o nosso país. Já chega de pagar milhões, com os nossos impostos, a escolas militares para maltratarem os nossos filhos. Já chega!
Portuguese Army
arrests students or they have to pay thousands of Euros to come out
Olá caros leitores,
O Blogue continua e continuará a servir para veicular as informações sigilosas das Forças Armadas ao público em geral. O que hoje vos venho contar é que um jovem estudante do 12º ano que consegue entrar para a Academia Militar - para um Curso do Ensino Superior de Portugal de elevado prestígio, se quiser desistir, por opção própria, porque não se adaptou ou porque prefere tomar outro rumo na sua vida tem de pagar uma indemnização no valor de cerca de 25.000 € euros por ano, que a Academia afirma que o aluno consumiu ao Estado.
Dito assim poderá parecer até aceitável... Houve gastos injustificados com um aluno que desiste da frequência do curso.
Onde reside então o problema?
Se nós olharmos para uma Faculdade Pública Nacional, um aluno que desista do seu curso a meio da sua formação de enfermeiro, pintor, técnico de imagem, informática.... não paga nada ao Estado!!!!!
Então qual é a diferença?
Mas ainda mais ridículo será olhar para isto de outra forma... Um aluno/cadete da Academia Militar (AM) que chumbe 2 anos consecutivos é encaminhado para o exterior da AM sem ter de pagar nenhuma indemnização, já que é considerado incapaz.
Então chega-se a um cúmulo como o que vos descrevo de seguida!!!! Um cadete de Cavalaria, no 3º ano, por exemplo, que queira desistir da sua carreira como militar e dedicar-se à Agricultura, saindo do Exército, teria de pagar um montante que ascende aos 75.000 euros. Então, não pode sair, claro... porque tem 20 anos e não quer começar uma vida com uma dívida de tal envergadura.
Mas surge uma hipótese... E que tal se chumbasse 2 anos? Continua a receber formação mais uns tempos (2 anos), vive ali, sofre 2 longos anos.. mas depois é encaminhado (diga-se expulso) para o exterior da AM, sem ter de pagar nenhuma indemnização. E curiosamente são 2 anos da juventude do aluno, que perde em formação na área em que pretendia, que perde em produtividade para o País e que gasta monetariamente ao Estado...
Estes casos são reais, mas claro jamais assumidos por nenhum cadete que o faça, sob o risco de expulsão ou de castigo severo!!!! Até porque também é complicado reprovar-se naquela instituição...
Mas, acabando o raciocínio.. Então neste país, em que o ensino superior é pago maioritariamente pelo Estado, um jovem de 18 anos, decide entrar numa instituição do Exército e vê-se PRESO, sem poder sair, tendo-se de submeter às ordens superiores (por mais abusivas que possam ser), sob a ameaça real do pagamento de uma avultada quantia que aumenta todos os anos que o aluno ali passa. Porquê? Porque é que o Exército pode ter este tipo de comportamento na sua Academia Militar? Será que já alguem pensou nisto?
E o pobre do jovem de 20 anos que não quer mais estar ali, tem de ficar sob o comando de uma instituição pública com regras que o prendem à instituição de uma forma totalmente indigna e diferente de todas as outras instituições públicas????
Deixo este comentário para quem pense entrar nas Forças Armadas... Pensem bem.. antes que um passo em frente se converta em 50 passos para trás nas Vossas vidas....
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Portuguese Army
arrests students or they have to pay thousands of Euros to come out
Hello dear
readers,
The
Blog will continue to serve to pass sensitive information of the Portuguese Army
to the general public.
Today I come to
tell You one more incredible situation:
A young 18 years old
student who enters the Military Academy - for a high prestige course of Superior Education in
Portugal, if he wants to quit by any reason, for instance if
he prefers to take another
direction in his life, he must pay a big compensation amount of approximately €25,000 euros per year. This is the amount that the Military Academy
states that each student has spent to the Portuguese state.
If we see
things like this it seems reasonable…. There
were unjustified expenses with a student who quits from the course frequency.
Then, where lies the problem?
If
we look at a National
Superior Public School, a student
who gives up halfway through his course of nursing, painter, technician, doctor
.... he doesn’t have to pay anything to the the state!!
So what's the difference?
But even
more ridiculous it is if we look from another point of view.. A Military Academy student who fails to pass 2 consecutive years in his course, is put off the Military School without having to pay any compensation, since he is
considered incapable.
As an
example… A Cavalry military, at 3rd year of his course, who wants to give up
his military career and devote himself to agriculture, leaving the Army, would
have to pay a sum amount of about €75,000. So, he cannot leave, of course, the Military Academy ... Why? Because
he is 20 years old and he doesn’t want to start a life with a debt of such
a magnitude.
But there is another option… What
about if he decides to fail 2 consecutive years? He
continues to receive training two years more, living there… he suffers two long
years... but
then he is considered incapable. So he is put off the Military Academy,
without paying any compensation.
And,
interestingly, it means two years of the student youth, who loses his training
in the area where he would fit more, he loses in productivity for the country
and the state spends 2 more years of money with him (around €50,000), according to the Military School.
These
cases are real, but of course any student would ever say that, because of the
risk of severe punishment!!
To finish this thoughts…. In
this country, in which higher education is mostly paid by the State, an 18 years
old boy who decides to enter in an institution of the Army, sees himself “ARRESTED”,
unable to leave, and is subject to the higher orders (which may be really abusive),
under the threat of paying a large sum, that increases every year, while the
student is there.
But why? Why
the Portuguese Army can have this kind of behavior in their Military Academy?
Has anyone ever thought about
that?
And
the poor young man of 20 years old, who does not want to be there, must remain inside
the “Red Walls” of the Army under the command of a public institution, "arrested"
inside, with the imposition of totally different rules from all other public
institutions in Portugal!?
Is it the same in
every countries? Is this possible? Is this morally right?
I leave
this comment for those young students who think about entering to the Army
Forces in Portugal ... Think about it! Think... It
is better to think twice before a step forward becomes in 50 steps back in Your
lives ....
Sorriso semi-cerrado nos lábios, postura acolhedora e retraída, tom de voz calmo de palavras sinceras. São estes os traços que caracterizam João Albuquerque, um homem que poderia ser um vulgar médico não fosse a dramática história contida no seu passado.
Como forma de dar a conhecer ao mundo todo o seu sofrimento, João apresentou na Fnac Colombo o seu livro “Paredes Vermelhas”, relato das suas traumatizantes vivências dentro dos muros da Academia Militar. Uma realidade interna que para o autor é pautada por valores diferentes dos que ainda naquele dia, 12 de Janeiro, haviam sido apregoados pela instituição por ocasião do seu 175º aniversário.
É com o olhar carregado de tristeza que João Albuquerque aceita confidenciar ao Hardmusica o seu percurso a partir dos 18 anos. Acabado o 12º ano, estávamos em 1998 quando o jovem João decide entrar para a Academia Militar com o intuito de se tornar médico. Mas as suas expectativas foram desde logo defraudadas perante os constantes episódios de humilhação e violência física vividos por si dentro destas “paredes vermelhas”.
Admitindo que estes “abusos de poder começaram logo desde o primeiro ano”, é com dificuldade que o autor fala do dia que mais o marcou. “Era de noite, fomos mandados para o pátio com a farda nº3 vestida sem nada por baixo. Lá, perante centenas de pessoas, mandaram-nos despir e apontaram-nos as lanternas para as caras e para as zonas genitais. Depois ainda tivemos que andar a rastejar meio despidos. Demasiado humilhante para ser descrito”, acrescentou emocionado.
“Pensei muitas vezes em sair, mas as ameaças, a chantagem e a possibilidade de ter que pagar uma elevada indemnização foram-me fazendo ficar”. Foi desta forma que o agora médico deixou prolongar o seu sofrimento até ao ano de 2005, altura em que acabou mesmo por sair em litigio da Academia Militar por não o quererem deixar escolher a especialidade de medicina por si desejada.
Desde a sua saída e com vários processos a decorrer na justiça nos entretantos, João começou a escrever o livro página a página ao longo de um processo “custoso e demorado”. “Tive que interromper a escrita por várias ocasiões porque estava a ficar deprimido, reviver todos aqueles momentos deixava-me cada vez mais triste”, afirmou.
Mas o trabalho acabou por ser concluído com sucesso. Perante a impossibilidade aparente de as pessoas que lhe causaram todo o mal serem condenados pela justiça, “Paredes Vermelhas” tem acima de tudo o objectivo de alterar uma realidade que o autor defende estar presente em várias instituições. “Se conseguir com o livro alterar alguns comportamentos e evitar que situações destas se repitam para mim já é uma grande vitória”, confessa com convicção.
Tal como está referido na contracapa, este é “um livro por um mundo melhor”, no sentido de denunciar injustiças mas também com a intenção de encorajar todas as vitimas deste tipo de abusos a falarem. “Libertem-se, falem e evoluam, deitem cá para fora tudo o que vos marcou”, é o conselho de João Albuquerque. Ele, já o fez. “Paredes Vermelhas” é uma história verídica de sofrimento e coragem de alguém que continua ainda a superar as marcas do passado. Vale a pena conhecer.