The blog that will turn the world around... click here to check it!

PAREDES VERMELHAS de João Albuquerque The blog that will turn the world around...
Mostrar mensagens com a etiqueta abusos de poder. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta abusos de poder. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Dez militares do Curso de Comandos continuam internados em Lisboa

Em Setembro de 2015 a vida continua no interior das Paredes Vermelhas do Exército Português. Nega-se abusos ou coação. Nega-se violência. É tudo normal. Sabe o que é uma MARCOR? Sabe como funcionam este tipo de sessões? Acha que para formar militares ou qualquer outra profissão é necessário morrer alguém ou sofrer ao ponto de poder ficar com lesões irreversíveis como uma rabdomiólise que pode levar a que um doente fique em hemodiálise para o resto da sua vida?
Deixo as perguntas... e deixo algumas respostas no artigo que se segue e em Paredes Vermelhas...
Até quando?

"Oito dos formandos estão hospitalizados desde o dia 2 - um nono elemento teve alta hospitalar nesse mesmo dia -, tendo dois outros militares deste curso dado entrado nas urgências, na sexta-feira, e sido encaminhados depois para as enfermarias.

Dez militares do Curso de Comandos continuavam esta segunda-feira internados no Hospital da Forças Armadas (HFA), em Lisboa, oito nas enfermarias e dois na Unidade de Cuidados Intensivos, disse à agência Lusa o diretor clínico desta unidade hospitalar.

Os dez militares do 125.º Curso de Comandos, com idades entre 18 e 33 anos, estão hospitalizados com lesões causadas por uma das provas físicas, realizadas a 29 de setembro, no Campo de Tiro de Alcochete, denominada de 'marcor', que combina marcha com corrida.
Oito dos formandos estão hospitalizados desde o dia 2 - um nono elemento teve alta hospitalar nesse mesmo dia -, tendo dois outros militares deste curso dado entrado nas urgências, na sexta-feira, e sido encaminhados depois para as enfermarias.
Segundo o diretor clínico do HFA, o estado de saúde dos oito formandos internados nas enfermarias "está a evoluir bem" e prevê-se que tenham alta hospitalar "em breve".
Em relação aos dois formandos que permanecem nos cuidados intensivos, o coronel-médico Jácome de Castro disse que um dos militares "está a evoluir muito favoravelmente", enquanto o outro formando encontra-se "estável e sob vigilância".
Numa resposta escrita enviada hoje à Lusa, o porta-voz do Exército, tenente-coronel Gois Pires, explicou que os formandos hospitalizados nas enfermarias "recuperam de lesões inflamatórias da pele e tecidos subcutâneos".
Um dos militares que permanece nos cuidados intensivos teve um diagnóstico de rabdomiólise (lesão muscular), que afetou as funções renais, enquanto ao outro formando foi-lhe diagnosticado um pneumotórax.
O porta-voz do Exército acrescentou que "o processo de averiguações, aberto pelo Exército, encontra-se a decorrer", acrescentando "ser prematuro" avançar já com conclusões.
O Curso de Comandos, que dura 12 semanas, começou a 28 de setembro e conta com 70 formandos."
in SIC notícias

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Castrum Bar and Gallery apoia Paredes Vermelhas: uma semana dedicada ao tema em Castelo Branco


Sábado, dia 25 de Fevereiro às 16H no Castrum Bar and Gallery nas Docas de Castelo Branco! Só com este tipo de atitudes e de gestos se pode passar a palavra e divulgar... Por um Mundo melhor!

sábado, 14 de janeiro de 2012

As "Paredes Vermelhas" da vida de João Albuquerque

Jornal HardMusica publica noticia sobre Paredes Vermelhas

http://www.hardmusica.pt/noticia_detalhe.php?cd_noticia=11535

Sorriso semi-cerrado nos lábios, postura acolhedora e retraída, tom de voz calmo de palavras sinceras. São estes os traços que caracterizam João Albuquerque, um homem que poderia ser um vulgar médico não fosse a dramática história contida no seu passado.

Como forma de dar a conhecer ao mundo todo o seu sofrimento, João apresentou na Fnac Colombo o seu livro “Paredes Vermelhas”, relato das suas traumatizantes vivências dentro dos muros da Academia Militar. Uma realidade interna que para o autor é pautada por valores diferentes dos que ainda naquele dia, 12 de Janeiro, haviam sido apregoados pela instituição por ocasião do seu 175º aniversário.
É com o olhar carregado de tristeza que João Albuquerque aceita confidenciar ao Hardmusica o seu percurso a partir dos 18 anos. Acabado o 12º ano, estávamos em 1998 quando o jovem João decide entrar para a Academia Militar com o intuito de se tornar médico. Mas as suas expectativas foram desde logo defraudadas perante os constantes episódios de humilhação e violência física vividos por si dentro destas “paredes vermelhas”.

Admitindo que estes “abusos de poder começaram logo desde o primeiro ano”, é com dificuldade que o autor fala do dia que mais o marcou. “Era de noite, fomos mandados para o pátio com a farda nº3 vestida sem nada por baixo. Lá, perante centenas de pessoas, mandaram-nos despir e apontaram-nos as lanternas para as caras e para as zonas genitais. Depois ainda tivemos que andar a rastejar meio despidos. Demasiado humilhante para ser descrito”, acrescentou emocionado.

“Pensei muitas vezes em sair, mas as ameaças, a chantagem e a possibilidade de ter que pagar uma elevada indemnização foram-me fazendo ficar”. Foi desta forma que o agora médico deixou prolongar o seu sofrimento até ao ano de 2005, altura em que acabou mesmo por sair em litigio da Academia Militar por não o quererem deixar escolher a especialidade de medicina por si desejada.

Desde a sua saída e com vários processos a decorrer na justiça nos entretantos, João começou a escrever o livro página a página ao longo de um processo “custoso e demorado”. “Tive que interromper a escrita por várias ocasiões porque estava a ficar deprimido, reviver todos aqueles momentos deixava-me cada vez mais triste”, afirmou.

Mas o trabalho acabou por ser concluído com sucesso. Perante a impossibilidade aparente de as pessoas que lhe causaram todo o mal serem condenados pela justiça, “Paredes Vermelhas” tem acima de tudo o objectivo de alterar uma realidade que o autor defende estar presente em várias instituições. “Se conseguir com o livro alterar alguns comportamentos e evitar que situações destas se repitam para mim já é uma grande vitória”, confessa com convicção.

Tal como está referido na contracapa, este é “um livro por um mundo melhor”, no sentido de denunciar injustiças mas também com a intenção de encorajar todas as vitimas deste tipo de abusos a falarem. “Libertem-se, falem e evoluam, deitem cá para fora tudo o que vos marcou”, é o conselho de João Albuquerque. Ele, já o fez. “Paredes Vermelhas” é uma história verídica de sofrimento e coragem de alguém que continua ainda a superar as marcas do passado. Vale a pena conhecer. 

Diogo Taborda

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

PAREDES VERMELHAS - uma realidade

Por fim saiu o esperado livro. PAREDES VERMELHAS é assinado por João Albuquerque com a Edição da Chiado Editora.
Por enquanto ainda só há exemplares por encomenda online (jpmag@hotmail.com)
Mas brevemente, no inicio de Janeiro estarão disponíveis em qualquer livraria do país.
O lançamento será em Lisboa. Posteriormente haverá algumas apresentações do livro por algumas cidades do país. Brevemente darei informações relativas ao lançamento do livro e outras novidades, incluindo novos acontecimentos e histórias verídicas que ocorrem no interior das Instituições Militares.

Os Segredos do Mundo abriram as portas às Revelações do Mundo através das Paredes Vermelhas:


Até lá... não se esqueçam que este blogue existe para que possam denunciar o que se passa por esse mundo fora, para que não se protele os erros do passado, e para que se possa melhorar a pouco e pouco o mundo em que vivemos.
PAREDES VERMELHAS

"Um livro destinado aos que desconhecem o mundo militar e querem lá entrar, aos familiares dos que querem entrar, aos curiosos, políticos, filósofos, aos militares da velha guarda e militares no activo.
Um livro para quem pretenda conhecer um pouco da história actual das instituições militares em Portugal, sobretudo alguns dos aspectos menos divulgados.
Um livro inspirador e desafiante, para que se abram as portas a muitas mentes brilhantes que tenham a capacidade de escrever e relatar acontecimentos, maus ou bons, que os tenham sensibilizado ou marcado para sempre.
Se pensas em entrar para uma instituição militar, lê primeiro este livro que te deixo que te ajudará a tomar uma decisão..."
por Chiado Editora
-------------------------------------------------------------------------------

RED WALLS - a reality

Finally the expected book is available. "Red Walls" is signed by João Albuquerque and published by Chiado Editora in December 2011.
You may order it online (jpmag@hotmail.com). Soon it will be available in any bookstore in Portugal.
The presentation will be in Lisbon. Later on there will be some presentations of the book in some cities. Soon I will give information about the book release and other news, including true stories and events that occur within the military institutions.

The Secrets of the World ("Segredos do Mundo") opened the doors to the Revelations of the World through the "Red Walls":

Don't forget that this blog exists so we can report what is happening throughout the world, to leave the crimes and humilliations in the past, for us to be able to gradually improve our world. Please leave your own comments and stories...


 RED WALLS
"A book for those who know the military world and want to go there, to the families of those who want to enter, to the curious, politicians, philosophers, or even to miliotary people.
A book for those who want to know a bit of current history of military institutions in Portugal, particularly some stories that were kept in silence.
A book to inspire and challenge, to open up the doors to many brilliant minds who may have the ability to write and report events, good or bad, that have touched or marked them forever.
If you think about joining a military career, read this book and make a good and informed decision..."
 
 by Chiado Editora

domingo, 18 de dezembro de 2011

PAREDES VERMELHAS - em breve disponível numa livraria perto de si

PAREDES VERMELHAS

É este o título de um livro que demorei anos a escrever e nunca pensei vir a ser editado. Mas a verdade é que está já impresso e estará disponível muito brevemente numa livraria perto de si!
Novidades em breve, com o lançamento já marcado!

RED WALLS - New book coming to our bookshops... And now the story will be revealed!!!
News soon.

domingo, 13 de novembro de 2011

Mais um comentário de alguem que tem uma opinião muito semelhante sobre praxes militares ...

http://mariadias.blogs.sapo.pt/87085.html#

Praxes militares
Já se tinha ouvido falar do Colégio Militar e das práticas realizadas dentro daquela instituição, entre alunos, que mais não era do que violência nua e crua à mistura com muita maldade. Agora estamos perante outro caso em que alguns colegas militares se juntaram para agredir um colega. Muita coragem! Ao que parece eram seis para um! E são indivíduos destes que vão fazer parte das fileiras da nossa marinha. Podemos estar bem orgulhosos de indivíduos que cobardemente, e aproveitando encontrar-se em maioria, desancam um colega com uma fúria injustificável. E não sei o que mais me chocou, se a agressão se a decisão do tribunal militar. Três dias sem poderem sair? Só podem estar a brincar! A vida humana parece cada vez ter menos valor. Para já, não sei porque têm os militares de ter um tribunal à parte; depois, esta agressão, embora realizada em espaço militar, ultrapassa as fronteiras daquele. Trata-se de uma agressão de um cidadão conta outro. Não me conformo com o que aconteceu. Além de um atentado ao pudor humano, tratou-se um acto cobarde! Nem sei o que faria se acontecesse a um filho meu. Só sei que nenhum tribunal militar resolveria este problema. A primeira atitude seria retirar o meu filho de lá recorrendo a tudo o que pudesse. Depois recorreria ao tribunal civil. Se fosse um acto de insubordinação, aqueles rapazes levariam um castigo exemplar, mas como se trata de violência contra um colega é encarado de forma diferente? Eu não me sinto segura sabendo que jovens daqueles farão, um dia, parte das fileiras da marinha. Eu expulsava-os da escola. A violência não justifica nada e muito menos a cobardia bem patente naquela situação. Vi, pelo menos, quatro a espancar um colega. São imagens horríveis! Que cobardia! Nem deram oportunidade ao jovem de se defender convenientemente! Que cobardes. Aliás este tipo de brincadeira só é levada a cabo pelos cobardes. Porque antes de serem militares são pessoas. E há cada uma mais negra que a outra. Revelam-se nestas situações. Aqui a máscara cai inevitavelmente. Quanto à decisão do tribunal militar em nada torna a disciplina exemplar, mais parece um convite a mais cenas de pancadaria desta natureza. O castigo deveria ser mais pesado. Que raio de tribunais são aqueles? Só mostram mão pesada quando morre alguém? Talvez nem aí? Que tristeza de decisão! Que tristeza de julgamento! Que tristeza de militares que não se sabem impor em casos onde a mão pesada não pode falhar sob pena de voltarem a acontecer casos destes. Umas palavras para o pobre jovem que se debateu bravamente contra aquela odiosa humilhação sofrida: eles deveriam ter vindo contra ti, mas um de cada vez! Foste um bravo soldado. Orgulho-me de ti, jovem. Debateste-te bem, mas eles eram mais! Foi só este o teu azar! Os outros cobrem a instituição de vergonha. Uma palavra para quem denunciou esta situação, senão não teríamos provas do que acontece naquelas instituições, e nós vivemos em Portugal, onde toda a gente gosta de esconder o mal embora não tenham vergonha! É claro que a mensagem não é para todos, só para aqueles a quem serve a carapuça!